Trilha para a Feiticeira
Rio de Janeiro

Ilha Grande: trilha para a Cachoeira da Feiticeira

A Ilha Grande é cortada por vários rios pequenos, formados nos pontos de maior altitude no meio da mata, desaguando nas praias. São vários riachos cortando a ilha.

Um deles tem volume de água e desnível suficiente para formar uma cachoeira de 15 metros, a única da Ilha Grande.

Há duas maneiras de visitar a Cachoeira da Feiticeira: uma é pegando um táxi boat (táxi em forma de barco) até a praia da Feiticeira e subindo uma trilha de 20 – 30 minutos até a cachoeira; a outra é fazendo uma trilha a partir da Vila do Abraão com duração média de 1h30.

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Brusque
Santa Catarina, Sua Viagem

Roteiro de 1 dia em Brusque

A Elisa é consultora em turismo, e com o marido e as duas filhas não perde uma oportunidade de viajar pelo Brasil e pelo mundo! Já nos contou sobre seus passeio em Floripa com as crianças e agora nos traz esse roteiro de um dia em Brusque, ideal para quem está visitando a região sul de carro com a família! Com vocês: Elisa!

De colonização polonesa, italiana e predominantemente alemã, Brusque é mais uma das cidades que compõem o Vale Europeu de Santa Catarina. Suas principais características são as belezas naturais, arquitetônicas e peculiaridades históricas. Mas Brusque concentra um grande número de fábricas de têxteis e disponibiliza produtos de vestuário e tecidos para pronta entrega. Fomos até lá conferir!

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Fazenda de Ostras em Florianópolis
Santa Catarina, Sua Viagem

5 passeios em Floripa para quem viaja com crianças

A Elisa é consultora em turismo, e com o marido e as duas filhas não perde uma oportunidade de viajar pelo Brasil e pelo mundo! Este é o primeiro de uma série de relatos que ela topou contar para nós, do Planejo Viajar! Com vocês: Elisa!

A ilha de Florianópolis, capital de Santa Catarina, encanta principalmente pela beleza de suas praias. Mas além das inúmeras praias, de mar forte ou nem tanto, de areia fofa ou durinha, de água gelada ou fresquinha, há outros passeios bacanas para fazer em Floripa… Com ou sem as crianças!

Aqui vão algumas sugestões de passeios em Floripa que são bacanas com ou sem as crianças:

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Graci Viajante
Alagoas, Sua Viagem

São Miguel dos Milagres: 50 tons de esmeralda

A Graci tem um Facebook daqueles de matar de inveja qualquer viciado em viagens: quando você menos espera, ela já está fazendo outra viagem fantástica pelos destinos mais lindos do Brasil. Segundo diz, tirou um “ano sabático” sem sair do trabalho, esticando as férias como pode, viajando em todos os finais de semana e feriados. Ela vem nos contar a sua última aventura, com suas amigas, pelo litoral de Alagoas até chegar a São Miguel dos Milagres. Com vocês, Graci Viajante!

Um santo milagre no litoral de Alagoas

Não me lembro exatamente onde vi São Miguel dos Milagres. Me apaixonei à primeira vista, à primeira foto. Depois só vi relato atrás de relato em revistas especializadas e sites sobre o lugar e aí decidi que entraria na minha lista de locais a visitar em 2 anos pelo Brasil. Sim, fiz essa lista louca e me dei 2 anos para conhecer.

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Rio de Janeiro

Passeio de Barco em Ilha Grande: Meia volta

Na Ilha Grande, você tem duas opções: caminhar por uma das trilhas ou curtir um passeio de barco. O passeio chamado Meia Volta é o mais popular da ilha, por ter saídas confirmadas todos os dias – independentemente das condições do mar ou do tempo – e por que leva os turistas para conhecer algumas das partes mais lindas da Ilha Grande.

Continue lendo para saber como foi a minha experiência, com várias informações bacanas para quem pensar em fazer este passeio!

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Minas Gerais

Onde ficar e comer no Carnaval de BH

Belo Horizonte recebe neste Carnaval 50 mil foliões de outras cidades e estados. No ano passado foram 43 mil pessoas atraídas pela fama dos blocos de rua, como o Me Beija Que Eu Sou Cervejeiro (foto acima, do André Fossati/Divulgação).

Como nem tudo é só folia, uma hora é preciso parar, ter uma boa e confortável noite de sono, alongar, comer bem e se hidratar, não é mesmo? Para ajudar no planejamento de sua viagem,  damos algumas ideias de onde ficar e comer no Carnaval de BH. Sugerimos hospedagem por regiões e fizemos um pequeno roteiro de bares e restaurantes com pratos bons, com preços em conta, testados e aprovados.  Continuar lendo

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Rio de Janeiro

As trilhas da Ilha Grande

Se você vem para a Ilha Grande, provavelmente está buscando duas coisas: fazer trilhas e passeios de barco. Não espere aquela cena clássica de ficar sentado com um copo de cerveja em frente à praia, descansando a semana toda, porque aqui não é assim. Ou você se aventura de lancha, ou o jeito é pegar as trilhas da Ilha Grande para conhecer as praias mais lindas.

Aqui é uma ilha montanhosa, toda coberta de Mata Atlântica. O ponto mais alto passa dos 1.000 metros de altitude, o que impressiona numa ilha relativamente pequena. O centro da Ilha é intocado e as pequenas vilas ficam em algumas de suas praias. Entre todas elas, há várias trilhas.

A Vila do Abraão é o principal centro turístico da Ilha onde está a maioria das pousadas, restaurantes e agências. Dali existem trilhas para visitar algumas das praias mais bonitas, como Lopes Mendes e Dois Rios. Também pode-se caminhar até a única cachoeira da Ilha, a Feiticeira, e o Saco do Céu. Todo o contorno da Ilha é marcado com trilhas, então se você ficar hospedado em Palmas, Aventureiro ou Provetá também poderá conhecer outras praias caminhando. Continuar lendo

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Rio de Janeiro

Dicas de viagem para a Ilha Grande

Uma ilha tão perto do continente para ser fácil de chegar, mas longe o suficiente para guardar uma atmosfera de isolamento. Estar no meio do mato, cercada por montanhas e água por todos os lados, há apenas 3 horas do Rio, e umas 6 de São Paulo.

A Ilha Grande é a minha mais nova paixão. Eu costumo dizer que um anjo soprou no meu ouvido “Vai para a Ilha Grande”, mesmo sem contrato de trabalho certo, sem contatos, sem nem mesmo uma reserva de hostel para o primeiro dia.

Desde que cheguei, há pouco mais de um mês, já consegui um trabalho em Marketing Digital, conheci pessoas, fiz amigos de coração, e já rodei uma parte das belezas deste lugar. O que eu mais amo na Ilha Grande é a proximidade da montanha coberta de selva da praia. Você sentada numa faixa de areia que separa, em 30 metros, toda a vida marinha da diversidade de pássaros, plantas, cobras, macacos que vivem em terra.

Veja minhas dicas para você planejar a sua viagem para este paraíso, tão perto e tão longe.

 

Entenda a Ilha Grande

Vila do Abraão

Vila do Abraão

Vila do Abraão

Rua Bouganville na Vila do Abraão

Vila do Abraão

Vila do Abraão

O principal centro “urbano” da Ilha é a Vila do Abraão. É o lugar com a maioria das pousadas, restaurantes, supermercados, agências de viagens que vendem passeios para os arredores.

Além do Abraão, existem outras vilas menores, como a de Dois Rios, onde não são permitidos turistas, ou a praia de Palmas e de Aventureiro, onde há apenas alguns campings e muito poucos serviços.

Mesmo na Vila do Abraão, é comum que falte luz, principalmente na Alta Temporada, devido à grande quantidade de pessoas. A maioria das pousadas tem gerador a combustível, mas se você ficar em um hostel ou uma pousada mais simples, é possível que você fique a luz de velas durante alguns dias.

Também não dá para confiar na conexão à internet. Se você trabalha por internet ou precisa fazer alguma chamada com vídeo, melhor não contar com isso. Meus trabalhos de nômade digital, os serviços que eu presto pela internet, estão todos acumulados, por exemplo. Até estou dispensando alguns clientes por esta situação.

Mas, a proposta é justamente se desconectar do mundo exterior, e mergulhar na dose brutal de natureza presente neste lugar. Fazer trilhas, alguns passeios de barco, curtir a beleza das praias e, por que não, o romantismo da luz de velas.

 

Como chegar

Praia do Abraão

Praia do Abraão

Para chegar à Ilha Grande é preciso pegar um barco no continente. Os transfers para vir para cá saem de Angra dos Reis, Conceição de Jacareí, ou Mangaratiba. Também existe uma nova rota de Paraty para cá, mas os horários são bem mais limitados.

Barca pública

A concessionária CCR, a mesma que faz o trajeto Rio-Niterói de barca é a responsável pela barca de Angra dos Reis e Mangaratiba para a Vila do Abraão. Existe apenas um horário por dia do continente para a Ilha, e um horário de volta. A viagem dura 1h30 e é a opção mais barata.

 

Escuna

A escuna sai de duas a três vezes por dia também de Angra dos Reis, Conceição de Jacareí e Mangaratiba para a Vila do Abraão. A viagem dura em média 50 minutos e é um pouco mais cara que a barca pública.

 

Flex Boat

Esta é a opção mais rápida e mais cara para vir à Vila do Abraão. É a opção da maioria dos turistas, porque em 20 minutos de Conceição do Jacareí você está na Vila, e de Angra dura apenas 30 minutos. São lanchas médias, que vem a uma velocidade bem alta, o que deixa a viagem meio desconfortável por causa do vento e do choque do barco contra as ondas. Mas, por outro lado, a rapidez é o que faz compensar.

Há vários horários por dia. Para quem vem de São Paulo é mais próximo tomar o barco em Angra dos Reis, e para quem vem do Rio é mais próximo pegar em Conceição do Jacareí.

Se você vem do ônibus do Rio de Janeiro, você pode pedir ao motorista para te deixar em frente ao cais de Conceição do Jacareí e embarcar.

Se você descer do ônibus em Angra, seja vindo do Rio ou de São Paulo, você terá uma caminhada de uns 20 minutos entre a rodoviária e o cais, passando por uma via movimentada e com calçadas irregulares. Pode ser uma caminhada difícil se estiver com muita bagagem. Ou então pode pegar um taxi.

 

Transfer

Algumas agências oferecem um serviço de transfer entre o Rio e a Ilha Grande. O transfer inclui um serviço de van desde o aeroporto, ou de um hotel no Rio, e o barco para a Vila do Abraão. É a opção mais cara, mas pode ser a mais prática para quem tem pouco tempo.

 

Dinheiro

 

Não há caixas eletrônicos na Ilha Grande. Mas calma, você não precisará trazer uma sacola de dinheiro! A maioria das pousadas, restaurantes e agências de viagem aceita cartão.

Em alguns lugares, você pode ser cobrado uma taxa de 5%, ou de R$ 10 a mais por pagar em cartão. Na minha opinião vale a pena. Porque eu acho muito ruim andar com muito dinheiro, tenho medo de perder. Então acho melhor pagar esta “taxa de conveniência”. Mas, você pode trazer tudo em dinheiro se preferir.

Mesmo que queira priorizar o cartão de crédito, traga algo em dinheiro vivo. Você pode querer fazer pequenas compras no cartão, e alguns mercados tem valor mínimo para pagamente em crédito, ou alguns serviços podem não aceitar cartão.

 

Onde ficar

Chegando à praia de Palmas

Chegando à praia de Palmas

Na Ilha Grande há várias opções de hospedagem, para todos os gostos e todos os bolsos. Na Vila do Abraão há campings, hostels e pousadas. Há também um mini-resort com pier próprio para desembarque de passageiros.

As pousadas vão desde quartos bem simples até pousadinhas de charme por preços mais altos. Algumas estão na beira da praia, outras mais próximas do verde. Mas nada realmente longe.

Há também vários hostels. No próprio centro da Vila do Abraão há campings, com uma boa estrutura de cobertura para as barracas, cozinhas, chuveiros. Nas partes mais isoladas da Ilha, como a praia de Palmas e a praia de Aventureiro, os campings são a única opção de hospedagem.

 

Trilha para Abraãozinho

Trilha para Abraãozinho

O que fazer

Quem vem para a Ilha Grande vem para curtir praias e fazer trilhas. Como a praia principal do Abraão recebe muitos barcos, as pessoas em geral não gostam de pegar praia ali. Então sempre fazem mesmo que seja uma trilha leve até as praias mais próximas.

A praia de Lopes Mendes, considerada a mais bonita da ilha, e a terceira mais bonita do Brasil, fica a uma trilha de 2h30 de distância em dificuldade média. Dois Rios, que é a vila onde ficava o antigo presídio, também há 2h30 de distância. A cachoeira da Feiticeira fica a uma trilha de 1h30 de distância.

Há praias onde se pode chegar caminhando entre 15 e 40 minutos também. Para quem não quer fazer tanto esforço, também há vários passeios de barcos para conhecer as principais praias da Ilha e algumas ilhotas ao redor. O passeio mais comum é a Meia Volta à ilha, que leva para conhecer algumas praias voltadas para a Baía da Ilha Grande. Os passeios que visitam a parte voltada para mar aberto, não saem todos os dias. Dependendo das condições do mar, eles são suspensos.

À noite nos finais de semana, sempre há algum músico local tocando música ao vivo em frente à Igreja. Nada imperdível, mas ajuda a criar um clima de festa. A maioria dos bares também tem música ao vivo. Há duas boates na Ilha. Elas funcionam em dias alternados.

 

Quando ir

Trilha para a praia de Dois Rios

Trilha para a praia de Dois Rios

Dá para vir para a Ilha Grande o ano inteiro. Aqui não existe baixa temporada. Tem momentos em que fica mais lotado, mas sempre tem gente.

Os períodos mais movimentados são o verão, dezembro, janeiro, e fevereiro. Carnaval e Ano Novo, e feriados em geral são períodos bem cheios na Ilha. Mas, também é o período de mais chuvas.

Pode ser meio frustrante para algumas pessoas virem para cá e pegarem dias seguidos de chuva. Esta foi a minha sensação quando eu cheguei aqui, no início de novembro. A primeira semana, choveu vários dias. Eu decidi não me desanimar, e fazer as trilhas, visitar as praias mesmo assim. Foi maravilhoso. A chuva foi até um charme a mais.

Talvez a época “ótima” para vir para cá seja março e abril. As chuvas já diminuíram, ainda faz calor, e já não há tanta gente na Ilha.

No inverno chove ainda menos, mas faz um pouco de frio, e pode ser mais difícil entrar na água.

 

Bom, pelo que eu conheço do Brasil, posso afirmar que este é um dos lugares mais bonitos de nosso litoral. Além das belezas das praias, e de estar tão próxima da natureza, o clima da Vila do Abraão, com suas ruas de areias sem carros, e pessoas do mundo inteiro é muito bacana.

Aguardo a visita de vocês, ok?

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Minas Gerais

Aniversário de BH: um passeio fotográfico

Hoje é aniversário de Belo Horizonte. Para comemorar a data, propomos um passeio fotográfico pela cidade que completa 118 anos. Convidamos a um passeio na garupa do jornalista por formação, fotógrafo por hobby (ainda) e ciclista por amor. Altair José Machado, 60 anos, mostra recortes de uma Belo Horizonte por por vezes bela, por vezes, romântica, às vezes dura. Em seus passeios feitos nos fins de semana e bem cedinho, Altair se atenta a pequenos takes do cotidiano, sem deixar de contextualizá-los.

“Gosto do minimalismo, mostrar detalhes que passam despercebidos e que as pessoas, na correria, não vêem”, define. Na bike elétrica,uma Sense, Altair vai de um lado a outro da cidade que classifica de amigável para os ciclistas mas ainda deixando a desejar neste quesito. Mas isso é uma outra história. No alforje, leva balas e bolinha de sabão, que vai soltando quando pára no sinal. Um jeito leve e fluido de viver.

Na caixinha de som, ele liga o celular e vai ouvindo rock, música clássica, MPB. Mas deixe as fotos do Altair, nosso querido Tatá, falarem por si. Não espere nada convencional. Vamos lá? Continuar lendo

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Comer e beber, Minas Gerais

Delícias mineiras nas feiras gastronômicas de BH

Delícias mineiras podem ser apreciadas nas feiras gastronômicas de Belo Horizonte. A Feira Aproxima, que acontece uma vez por mês em Beagá é um programa bem legal para quem visita a cidade. E também para seus moradores. Além de saborear alimentos que vão desde temperinhos até a paella mineira, a gente tem contato com quem faz: os produtores de várias regiões de Minas Gerais. A próxima Feira Aproxima será no dia 30 de janeiro de 2016, ainda sem local definido (não existe um ponto fixo). E, neste fim de semana, acontecem mais dois eventos que vão mexer com o paladar: a Experimente, feira de cervejas artesanais e gastronomia, no bairro Jardim Canadá, e a Feira Gastronômica do Mercado Central. Continuar lendo

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Rio de Janeiro, Sabático

A semana em que vivi num veleiro em Angra dos Reis

Atualização 24/07/2019 – Quem quiser conhecer e passear no Ideafix é só acessar navegando-ideafix.com.br

Ele não era o maior, nem o mais luxuoso, nem o mais novo ou o mais antigo. O Ideafix, à primeira vista, poderia se parecer apenas a mais um dos tantos veleiros ancorados no Marinas Clube, em Angra dos Reis. Mas ele não é só isso. O veleiro é o lar de um casal apaixonado e idealista que largou a correria da vida e dos negócios no interior de São Paulo para viver de acordo com os ventos. Ele foi, também, o meu lar por uma semana, em Angra dos Reis.

Foi onde eu aprendi que podemos ser tão iguais e tão diferentes ao mesmo tempo e que o amor é o mais importante, sempre. E que os barcos têm uma alma: a alma de quem vive neles, da qual eu tive o privilégio de fazer parte por 7 dias.

Os moradores do Veleiro Ideafix

Os moradores do Veleiro Ideafix

A semana que eu vivi num veleiro

Eu já contei aqui no blog algumas vezes sobre intercâmbio de trabalho: você troca algumas horas de trabalho por casa e comida em suas viagens, e desta forma tem uma vivência completamente diferente do destino, conhece pessoas, e consegue viajar com muito menos dinheiro.

Há alguns meses atrás eu estava procurando trabalhos assim aqui pelo Brasil no site Workaway para minhas viagens dos próximos meses. Eu não conhecia Angra e foi passando por todas as oportunidades do estado do Rio que me deparei com o seguinte anúncio: “Venha me ajudar a bordo em Angra dos Reis e Ilha Grande“.

O Veleiro ideafix entre as Ilhas de Angra dos Reis

O Veleiro ideafix entre as Ilhas de Angra dos Reis

Imediatamente eu me lembrei dos livros do Amyr Klink e do relato de viagem para a Antartida a bordo do Paratii, e de como era a vida em um veleiro e toda a relação que se estabelece com o mar, os ventos e o barco. Qual não foi a minha felicidade quando meu e-mail foi respondido em menos de 24h.

Não foi assim tão fácil conciliar uma data que fosse boa para todos. Foram várias as tentativas e, depois de vários cancelamentos, finalmente conseguimos marcar. Dia 26 de outubro eu embarcaria no Veleiro Ideafix e viveria com Francisco e a Edinha por uma semana.

O trabalho

Cheguei numa segunda-feira à noite de um dia chuvoso. Para a semana, a desanimadora previsão de que haveria chuva para todos os dias. O coração completamente aberto para o que viesse. Um pouco de medo, como é normal em qualquer viagem.

Depois de uma primeira noite de sono um pouco agitada por conta do vento forte que às vezes parecia que iria destruir o barco (pelo menos para uma novata parecia, para quem já está acostumado era apenas um ventinho de nada…), fomos estudar os reparos que precisavam ser feitos no barco e comprar a matéria-prima que faltava.

Reparando a parede interna do Ideafix

Reparando a parede interna do Ideafix

O combinado foi, na parte interna, repararmos a parede que divide o salão da cabine de proa. Na externa, reparíamos o antiderrapante próximo ao mastro. No site, algumas alterações no design e na navegabilidade.

A chuva nos obrigou a começar pelo trabalho interno. Ficamos durante três dias olhando para fora e aproveitando qualquer estiada de alguns minutos para tomar as medidas e fazer os moldes do trabalho a ser feito no lado de fora. Quando caía a noite, íamos para o píer lutar com a fraca conexão wi-fi e tentar trabalhar no site.

Veleiro em Angra dos Reis

Cortando os moldes do antiderrapante

Cortando os moldes do antiderrapante

A vida a bordo

O Ideafix é um veleiro de 33 pés. Ele tem uma cabine de proa, que é o quarto do casal que vive lá, um banheiro, uma sala com dois sofás e uma mesa, uma cozinha e o cockpit, que é a parte externa onde está o timão (volante).

Eu dormia em um dos sofás da sala. Ao lado, a mesa pode ser baixada e juntar-se ao outro sofá, transformando-se em uma cama de casal. As refeições fazíamos na própria sala ou no cockpit, sentados ao ar livre olhando para a marina e todos os demais barcos.

Para cozinhar, os fogões tem uma grade em volta das panelas que protege para que elas não caiam com o balanço do mar. Para navegar, o melhor é ficar do lado de fora, porque ficando do lado de dentro o balanço nos causa enjoo muito rápido.

Numa pequena geladeira guardamos manteiga, leite, carne. Frutas e verdura são mantidas em redes do lado de fora, refrigeradas pela brisa do mar. Morando num veleiro, ou viajando sem data para voltar, aprende-se a selecionar apenas o extremamente necessário, e a viver com pouco, muito pouco.

Depois da tempestade vem a bonança

Depois de quatro dias de trabalho, e de chuva, amanheceu um belo dia ensolarado. Parece até que o clima organizou tudo para que não nos distraíssemos e terminássemos o trabalho no veleiro em Angra dos Reis antes de sair para nos divertir.

No quinto dia vivendo no mar, mas sem ter dado um mergulhozinho sequer, saímos “cedo” (ninguém estava com pressa) para as Ilha Botinas, duas ilhotas super lindas, logo na saída da Baía de Angra, para fazer snorkel.

Acho que já fazia mais de um ano que eu não usava meus pés de pato e minha máscara. Desde Cozumel, na verdade. Eu estava nervosa, e tive muito medo. Paramos a menos de 50 metros de uma ilha e eu fiquei paralisada antes de ter coragem de finalmente pular no mar e nadar até a pequena praia.

Primeiro Snorkel nas Ilhas de Angra

Primeiro snorkeling nas Ilhas de Angra

Foi quando eu finalmente cheguei no recife de corais das pedras em torno da ilha e me lembrei do prazer tranquilo que é apenas boiar com a cabeça para dentro da água, escutando só a minha respiração pelo cano do snorkel enquanto vejo os peixes que calmamente passeiam entre o jardim multicolorido.

Eu estava em “casa”. Depois da longa separação, aqui estávamos eu e o mergulho novamente. “Obrigada a mim mesma por ter me trazido para cá“, foi o meu pensamento. Que bom que eu venci mais uma vez o medo do desconhecido, e o medo de as coisas não saírem como eu havia imaginado, e ter me jogado nesta viagem pelos lugares que eu ainda não conheço no Brasil!

No dia seguinte, mais um dia de sol, e mais um passeio de barco entre as ilhas de Angra. Desta vez, tínhamos visitas, clientes dos passeios de barco do Ideafix. Levamos aquelas pessoas para se apaixonarem também pela região que nós, os moradores do Ideafix, escolhemos para viver.

No final de semana conheci também os amigos de outros veleiros, passeei no Bacanas II da Gil e do Marco, que me levaram para o Saco do Céu, um dos lugares mais lindos da Ilha Grande. Dizem que em noites de mar calmo, a água reflete as estrelas.

Saco do Céu Ilha Grande

Um dos cantinhos do Saco do Céu, em Ilha Grande

A despedida

Quando chegou a segunda-feira novamente, eu olhei tristemente para o calendário e me despedi da Edinha e do Francisco. Ah, sentimos todos uma peninha, porque uma semana passa tão rápido?

O mais difícil nas viagens é nos despedir das pessoas com quem nos conectamos. Viajando, estabelecemos laços muito mais rapidamente do que em casa, e é muito triste pensar que tão cedo vem a separação.

Mas a viagem tem que seguir. Levando-os no coração, irei me apaixonar por outros lugares e pessoas, e sempre poderei voltar para o Ideafix. “Trabalho há!”, me disse a Edinha deixando as portas, ou melhor, as gaiútas abertas!

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Minas Gerais, Notícias

Bento Rodrigues: dona de bar dá lição de vida

Dona de bar que foi soterrado por rompimento de barragens de mineradora em Bento Rodrigues,  dá lição de vida. Distribui 700 coxinhas em Mariana, feitas numa antiga cozinha emprestada.

O semblante é triste, como não podia deixar de ser, mas a esperança volta devagarinho ao coração de Sandra Domertides Quintão, dona do Bar e Restaurante da Sandra,  soterrado sob 15 metros de lama de rejeitos da Mineradora Samarco (controlada pela Vale e BHP).

Uma semana depois da tragédia, ela já encontra alívio e motivos para continuar vivendo numa cozinha que estava desativada e foi cedida pelas irmãs de caridade proprietárias do Hotel Providência e do Colégio Providência. “Minha casa é aqui agora. Vou morar aqui. Não quero mais sair”, diz ela, satisfeita por poder esquecer o tsunami que se abateu sobre sua vida e voltar a mexer nas panelas, mesmo que não sejam suas.

Hoje tem coxinha!!!!!!

Coxinha da Sandra1

Mais de 700 coxinhas saíram da cozinha de Sandra Quintão, ajudada pela amiga Joelma (Fotos: Joelma de Souza)

“É isso que eu sei fazer, é isso que eu gosto de fazer”, disse hoje Sandra, ao Planejo Viajar . Sua voz estava bem mais animada do que no sábado, quando eu conversei com ela. Sandra está hospedada no Hotel Providência com a filha, Ana Amélia, de dois anos e oito meses e mais 130 pessoas atingidas.

No sábado, ela chorava de lá e eu de cá, perplexa com a notícia do rompimento das barragens, depois de reportar isso tantas vezes como jornalista – e sem acreditar que veria isso novamente, em prejuízo de vidas e com a proporção que tomou, certamente o maior crime sócio-ambiental conhecido desse País.

Em seu bar, onde trabalhou por 15 anos quase sem descanso, Sandra servia diariamente refeições self-service, com direito a dois pedaços de carne. Pouco antes do tsunami de lama arrasar sua comunidade, ela estava na cozinha ainda, conversando com amigos. Só saiu com a roupa do corpo, sem antes ceder seu veículo, uma Strada com cabine estendida para que várias pessoas da comunidade foram salvas. “Foi tudo muito brutal”, lembra.

Sandra vendia 200 coxinhas por domingo em seu bar. O salgado era famoso na região. Agora, a comerciante vê alguma luz no fundo do túnel ao conseguir a cozinha com as irmãs. Ontem, ela fez pé-de-moleque e hoje, ajudada pela amiga Joelma Aparecida de Souza, de 25 anos, também vítima da tragédia, suas coxinhas fizeram a alegria dos hóspedes e visitantes do Hotel Providência.

Ela contou que conseguiu material depois que os leitores do Planejo Viajar viram nossa matéria e entraram em contato com ela. “Foram amigos de fora que iam no bar, jipeiros, que viram a matéria e me ligaram”. Foram feitas cerca de 700 coxinhas, todas distribuídas de graça.

Sandra espera que sua Strada saia da oficina (“ficou estragado, né, era muita lama!”) para descer ao Centro Histórico de Mariana e vender seu salgado e doce. “Nem que eu tenha que trabalhar até 4 horas da manhã”, garantiu ela. Se você, turista, estiver passeando por Mariana e ver a Sandra por lá, por favor, experimente seus afamados quitutes. Mais do que agradar o paladar, você estará ajudando uma família a se reerguer.

Quem quiser doar material para que Sandra continue fazendo suas coxinhas, pé-de-moleque e cocada, os ingredientes são: óleo, amendoim sem ser torrado (“eu mesma que gosto de torrar”), açúcar refinado (para o pé-de-moleque) e cristal (para a cocada), Toddy (“eu gosto dessa marca para dar o ponto”), margarina Qually, farinha de trigo Wilma, peito de frango, cebola, alho, sazon, leite condensado, coco (“eu mesma ralo”).

Solidariedade na dor

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A amiga de Sandra, Joelma, grávida de oito meses, tinha uma lanchonete em Bento Rodrigues, na Rua Olinda, 237, hoje soterrada. A lanchonete era a Cantinho de Minas.

Joelma trabalhava como servente na Samarco e nos fins de semana vendia seus lanches (“meu hamburguer é uma delícia”) e refeições previamente encomendadas. Saía tutu, frango, macarrão com um “corante especial que a gente sabe fazer” e outras delícias que o pessoal de lá e turistas adoravam. Ela já serviu comida para muitos turistas, entre eles um japonês “que adorou o macarrão!”.

Joelma estava na empresa, no momento em que as barragens se romperam. Quando ela conseguiu chegar em Bento Rodrigues, pela estrada de Santa Rita, “tudo estava tampado de barro”. A lanchonete, a casa da sogra onde viviam, a casa que estavam construindo, tudo lama abaixo. O marido de Joelma, Geraldo Marques, já tinha saído com o filho de oito meses e a mãe. Antes, porém, fez várias viagens levando e buscando pessoas até a Igreja das Mercês, no ponto mais alto da comunidade.

Joelma tem o sonho/direito de ver Bento Rodrigues reerguido novamente. O trabalho na cozinha, ao lado da amiga Sandra, ajuda a passar o tempo e ocupa a cabeça. No seu facebook, Joelma compartilha lembranças da lanchonete e da vida em Bento. A cozinheira perdeu todo o enxoval do filho que está para vir. Ela está alojada no Hotel Providência em um quarto juntamente com o filho, mãe, pai, irmão, a cunhada gestante e o marido. Já a Sandra divide uma acomodação com marido, a filha e um cunhado. O Providência está localizado na Rua Dom Silvério, nº 233, no Centro Histórico.

Resumo da tragédia20151106193501114992a

No dia 5 de novembro, no final da tarde, duas barragens com rejeitos de mineração, Santarém e Fundão, operadas pela Mineradora Samarco se romperam, soterrando totalmente o subdistrito de Mariana, Bento Ribeiro (foto acima). O estouro das barragens atingiu também os distritos de Paracatu de Baixo, Camargos,Ponte do Gama e a cidade de Barra Longa.

Por causa da localização de trinca em uma terceira barragem, da Mina Germano, os escombros de Bento Rodrigues foram totalmente interditados e a população não pode mais ir até lá em busca de pertences, como estava sendo permitido.

Até agora, quinta-feira, dia 12, às 10h, segundo os números oficiais divulgados no site da prefeitura de Mariana, foram confirmadas oito mortes, das quais dois corpos ainda não foram identificados, e 19 pessoas desaparecidas (11 da Samarco e nove moradores). Confira atualização.

Ao todo, foram liberados 62 milhões de metros cúbicos de lama (o equivalente a 62 bilhões de litros de água) misturada a resíduos tóxicos utilizados na lavagem do minério. A lama com os rejeitos está chegando ao litoral capixaba, no que está sendo considerado o maior desastre/crime sócio-ambiental da história brasileira, com repercussões econômicas gravíssimas, principalmente para os mais de 600 moradores destes distritos, que perderam absolutamente tudo.

O prefeito de Mariana, Duarte Júnior, estima em R$ 100 milhões os prejuízos para o município. Os prejuízos ambientais são incalculáveis para a bacia do Rio Doce. A lama está descendo ao longo dos 879 quilômetros, desde sua nascente em Minas, até Regência, no Espírito Santo. Não é como se fosse um tsunâmi mais. Além da calha do rio, essa lama vai se espalhando pelas margens, entupindo nascentes, mudando totalmente o curso d´água, invadindo lagoas marginais, onde nascem os peixes e acabando com toda a ictiofauna.

 

 

 

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Minas Gerais, Notícias

A tragédia e o turismo em Mariana

Hotéis de Mariana mudaram totalmente a rotina com o recebimento dos desabrigados da tragédia que se abateu sobre o subdistrito de Bento Rodrigues e região, depois do rompimento de duas barragens da Samarco, controlada pela Vale e BHP. No Hotel Providência (foto acima), tradicional na cidade, estão abrigadas 130 pessoas que perderam tudo com o soterramento total de suas casas, criações, plantações e negócios. Por dia, são servidas 180 refeições (café da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar). Para refeições, o hotel tem atendido a hóspedes/desabrigados de outros meios de hospedagem que não oferecem refeição, disse o gerente Antônio Diniz ao Planejo Viajar. Toda a rede hoteleira de Mariana está envolvida no amparo aos desabrigados, despesa que deverá ser paga pela mineradora. Continuar lendo

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Minas Gerais

Bento Rodrigues: dona de bar famoso lembra tragédia

A Sandra Domertides Quintão, dona do Bar da Sandra, conta ao Planejo Viajar os momentos de dor e desespero que passou para sair de Bento Rodrigues, sub-distrito de Mariana, completamente destruído na última quinta-feira (dia 5 de novembro) pelo rompimento de duas barragens da Mineradora Samarco, pertencente à multinacional brasileira Vale S/A e à anglo-australiana BHP Billinton, a maior mineradora do mundo. A dona do restaurante de comida mineira e de uma pousada mantida em um casarão centenário, que tinha sido todo reformado e sumiu sob 15 metros de lama, conseguiu salvar várias pessoas da morte. Ela aparece na reportagem abaixo feita por Thatiana Zacarias Freitas, do programa Top Notícias, em abril deste ano. O Top Notícias é da Top Cultura, afiliada da TV Cultura, de São Paulo.

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Minas Gerais

Bento Rodrigues: joia soterrada

Hoje vamos falar de um distrito histórico da cidade de Mariana, Bento Rodrigues. Para o antigo pouso de tropeiros, localizado na Estrada Real, Minas Gerais, ninguém mais pode planejar viajar. Bilhões de toneladas de rejeitos, por isso entendam-se lama, resíduos tóxicos e tudo quanto sobra do processo de retirada de minério soterraram o lugarejo onde viviam pouco mais de 600 pessoas. Duas barragens se romperam ontem por volta das 16h, num claro crime ambiental. Bento Rodrigues era um brinco de belezura, como mostra a reportagem feita por Thatiana Zacarias Freitas, do programa Top Notícias, em abril deste ano. O Top Notícias é da Top Cultura, afiliada da TV Cultura, de São Paulo. Preferimos mostrar só o vídeo. Como ficou o lugar você confere no noticiário nacional.

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São Paulo

São Paulo: um fim de semana perfeito

Atualizado em 25/01/2016

A cidade de São Paulo comemora hoje 462 anos e o Planejo Viajar traz para você uma sugestão de fim de semana perfeito por lá. Vem com a gente!

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Comer e beber, Minas Gerais, Rio de Janeiro

Visconde de Mauá: a Truta do Imperador

Hum!!! Que delícia! Preparem o paladar. A partir do dia 16 de outubro começa na belíssima região de Visconde de Mauá (RJ/MG) a 13ª  Temporada da Truta, este ano com a criação da Truta do Imperador. Os ingredientes são: truta de qualidade, pitanga, limão-cravo, espinafre, cogumelo, cachaça e batata doce. A temporada vai até 15 de novembro. Continuar lendo

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Notícias, Rio de Janeiro

Armação literária de Búzios

Quem estiver em Búzios (RJ) neste fim de semana verá uma atração a mais. A Praça Santos Dumont vai receber a Armação Literária de Búzios. Que tal ir à praia e depois tomar um banho de cultura?

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Cordel e duelo de ilustradores

E não é que, a exemplo de Paraty, Búzios resolveu também ter a sua feira literária? A parte da Armação Literária de Búzios aberta ao público será na Praça Santos Dumont, no Centro da cidade, sexta-feira e sábado. Haverá um monte de atividades para crianças, adolescentes, gente de todas as idades (confira abaixo a programação completa).

Só chegar! Estarão por lá, para um bate-papo com o público, autores importantes e premiados como Ziraldo, Roseana Murray, Stella Maris Rezende, Walter Moreira Santos e Tiago de Melo Andrade.

Deve ser bem interessante o duelo de ilustradores, com as artistas Thais Linhares, Patrícia Melo, Marilia Pirillo e Cris Alhadeff. Elas vão fazer uma performance, desenhando dragões, monstros e outros seres fantásticos.

Um dos pontos altos será a exposição de xilogravuras do pernambucano J. Borges, um grande mestre do cordel, um dos artistas folclóricos mais celebrados da América do Sul e o xilogravurista brasileiro mais reconhecido no mundo. As gravuras de J. Borges, A Professora e Cavalo Marinho ilustram este post.

A Praça Santos Dumont

É a mais importante de Búzios, onde acontecem vários eventos culturais, inclusive a tradicional Feira de Artesanato, todas as noites. Você acha muita coisa legal, artesanato original, peças de decoração, artigos de mesa e banho, bijouterias, etc. Tem que conhecer.

Em torno da praça, você pode encontrar hospedagem a preços bons, estando a alguns passos da Praia da Armação, do Canto, e, andando um pouquinho mais, dos Ossos. Fica perto da Orla Bardot, onde estão os restaurantes mais chiques e caros. Mas na Praça Santos Dumont, você encontra alimentação a preços mais populares também. E vários barzinhos com música ao vivo.

Programação completa

A professora J. Borges 48X66

9 de outubro, sexta-feira:

14h – O folclore, os mitos e as diferentes tradições culturais na literatura: os escritores Alex Gomes – autor do livro, “Folclore de Chuteiras” –, Naná Martins – do “Pdzeré” (conto indígena) – e Cristina Villaça – do “O Rapaz que Casou com a Sapa” – contam histórias e falam sobre a importância do resgate e da valorização da cultura popular em todas as suas manifestações.

15h – Ingredientes do Mistério: o escritor Luis Eduardo Matta, autor da conhecida coleção “Os Caça-Mistérios”, bate um papo sobre contos de mistério na literatura juvenil.

15h30 – Literatura Fantástica – mitos, seres e lendas: as escritoras Thais Linhares, autora de “Vovó Dragão”, e Flávia Côrtes, que escreveu “O Portal das Fadas”, falam sobre mitos, lendas e seres fantásticos na literatura para crianças e jovens.

16h – Duelo de Ilustração: as ilustradoras Thais Linhares, Patrícia Melo, Marilia Pirillo e Cris Alhadeff fazem uma performance desenhando dragões, monstros e outros seres fantásticos.

16h30 – Pontes de letras: a escritora e ilustradora Marilia Pirillo, autora do “A velha história do peixinho que morreu afogado”, e Andrea Viviana Taubman, autora de “O menino que tinha medo de errar”, falam da literatura como ponte para trabalhar os sentimentos e as emoções humanas.

17h – Mesa AEI-LIJ – Lendo Literatura na Escola: com a participação de todos os autores, haverá um bate-papo sobre a importância da leitura literária na escola, com microfone aberto para perguntas e sessão de autógrafos.

19h – Sarau de Música e Poesia da Escola Nicomedes.

20h – Fio de Lua e Raio de Sol: Patricia de Arias, atriz e coautora do com Roseana Murray, dramatiza o livro “Fio de Lua & Raio de Sol”, com ambientação musical de Guga Murray.

21h – Bate-papo e leituras poéticas com Roseana Murray. Premiada dentro e fora do Brasil, traduzida em vários idiomas, a poetisa é fundamental no cenário cultural brasileiro.

 

10 de outubro, sábado:

20h – Bate-papo e sessão de autógrafos com Ziraldo, autor de clássicos da literatura infantil como “O Menino Maluquinho” ou na vanguarda de revistas de humor. Ziraldo, que colaborou com a festa, criando a logomarca oficial, conversará sobre tudo isso e mais um pouco com o público.

22h – Mesa de bate-papo: literatura desdobrada: o alcance de um livro, tradução, roteiro, teatro, cinema e TV. Com Santiago Nazarian e Raphael Montes.

 

Dias 9 e 10, sexta e sábado, na Praça Santos Dumont:

Exposição Cordel: Encantos e Histórias de J. Borges

Cordelista e xilogravurista de fama internacional, seus trabalhos, que retratam nossa cultura, correram o mundo em exposições na França, Alemanha, Suíça, Itália, Venezuela e Cuba. Com mais de 200 cordéis criados, é um dos artistas populares mais cultuados no Brasil e suas obras são adquiridas por acervos de museus e coleções particulares. Ele vive e trabalha em Bezerros, no interior de Pernambuco. Na exposição, o público verá cordéis, xilogravuras impressas artesanalmente e várias matrizes originais da oficina do artista, talhadas na madeira

 

*O evento é uma “armação” da Prefeitura de Búzios, Secretaria Municipal de Educação e apoio da Editora Melhoramentos. Você encontra mais informações no site da prefeitura de Armação de Búzios.

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Bate-Papo, Pará

Turismo Comunitário na Amazônia, já ouviu falar?

Qual é a primeira imagem que vem à sua cabeça quando ouve a palavra “Amazônia”? Na minha cabeça vem a imagem de um rio muito grande, muito grande mesmo, e um barquinho pequenininho perdido lá no meio. Nas margens longínquas, a floresta.

Sim, porque antes de visitar a região, eu pensava numa mata fechada e talvez em um dia-a-dia tipo reality show de sobrevivência na selva, mas estando lá você tem uma certeza: a Amazônia é água. Rios mais largos do que em qualquer outro lugar no mundo, não apenas na foz em delta, e sim em seu leito normal.

Os rios são as estradas e as ruas, e a beira dos rios é onde vivem as pessoas. Em comunidades consideradas próximas quando há “apenas” uma viagem de dois dias entre uma e outra. Pessoas que vivem do que a floresta os oferece, num lugar onde o tempo tem um ritmo próprio.

 

Conhecendo a comunidade da Ilha do Pesqueiro em Soure, Ilha do Marajó

Conhecendo a comunidade do Pesqueiro em Soure, Ilha do Marajó

Visitei a Amazônia duas vezes, a trabalho, para conhecer comunidades que ofereciam passeios turísticos. O Turismo de Base Comunitária sempre foi uma paixão, desde a época da faculdade. Na minha primeira viagem fui à mítica Ilha do Marajó, e conheci a capital Belém. Na segunda fui a Barcelos, em uma viagem de dois dias de barco Rio Negro acima, no Amazonas.

A floresta em si, seus animais, a majestuosidade dos rios são riquezas inegáveis. Mas nem só delas é feita a Amazônia. Ali vivem pessoas. Indígenas, ribeirinhos, brasileiros como nós. Que também gostam de futebol, que também discutem política, e que conhecem cada segredo da floresta. Pessoas orgulhosas de nos levar para conhecer os mistérios, contar os causos e cozinhar um peixe que acabou de ser pescado.

Eu sempre gostei de trabalhar com projetos de Turismo Comunitário por causa da relação mais justa com as comunidades. Ao invés de um cara de fora chegar no local, abrir os hotéis e restaurantes e levar o lucro todo dali, a comunidade é quem presta os serviços, e é ela quem fica com o lucro. Então a cultura local é valorizada, e é uma forma complementar de trabalho para quem mora no local.

Gabi e eu subindo o Rio Negro de barco - Amazonas

Gabi e eu subindo o Rio Negro de barco – Amazonas

Num evento de Turismo comunitário em Georgetown, na Guiana, eu conheci a Ana Gabriela Fontoura, ou como eu gosto de chamar, a Gabi. Uma paraense muito orgulhosa que dá aulas de dialeto pai d´égua a todos que conhece. Daquele encontro surgiu uma amizade, e já fomos a Foz do Iguaçu, de barco pelo Rio Negro e já nos encontramos em Belém e em Brasília.

Dia 5 de setembro, foi o dia da Amazônia. Também foi o aniversário do estado do Amazonas, o dia da Raça, e o dia em que a Estação Gabiraba, a agência de ecoturismo de base comunitária da Gabi completou 8 anos. Em comemoração a tudo isso, fizemos uma entrevista com a Gabi, para conhecer mais sobre a região e sobre esta forma alternativa de turismo!

 

Como são os passeios do Turismo Comunitário da Estação Gabiraba?

Rio Arapiúns em Santarém no Pará

Rio Arapiúns em Santarém no Pará

Os passeios são desenhados para promover a interação entre visitantes e moradores, ou seja, é feita para aproximar quem chega e quem recebe. A maioria das viagens envolve passeios de barco, pela dinâmica da nossa região ser baseada muito na relação com os rios.

As atividades que compõem os roteiros vão desde oficinas de artesanato, para aprender a tecer a palha, por exemplo, como remar em canoas regionais, tomar banho de iagarapé e em praia de água doce e ajudar a fazer a farinha de mandioca.

Em cada roteiro a hospedagem é feita de uma forma. Em alguns casos, hospedam-se nas cidades em hotéis e pousadas. Em outros, a acomodação é no barco ou nas próprias comunidades, em pousadas comunitárias ou casas de moradores.

Descansando depois do almoço em Boa Vista do Acará, próximo a Belém

Descansando depois do almoço em Boa Vista do Acará, próximo a Belém

A alimentação é feita pelos grupos das comunidades e são um ponto alto dos roteiros! As avaliações são sempre muito positivas em relação à este item, que é um diferencial por conta da gastronomia tão rica e deliciosa da Região Norte do Brasil, com uma infinidade de frutas, peixes e receitas próprias daqui.

Temos roteiros desde 1 dia ou 1 manhã até 21 dias. Além daquelas opções específicas de viagens que montamos para grupos educacionais ou empresas, por exemplo, que podem durar 1 mês ou mais.

“Minhas expectativas foram superadas. Queria conhecer uma comunidade que trabalha com turismo sem ser ter seus valores e modo de vida deteriorados. Não imaginei encontrar a alegria e brilho nos olhos que vi nas pessoas nem ser tão bem recebida.” (depoimento de turista)

Para onde são este passeios?

Oferecemos viagens para diversos destinos no Pará, Amazonas, Amapá, Acre, etc. Por exemplo, a partir de Belém, as pessoas podem conhecer as comunidades Boa Vista do Acará e Ilha de Cotijuba, para entender o cotidiano daqueles que moram na região ribeirinha da capital paraense. Ou saindo de Santarém, podem viajar de barco pelos rios Tapajós e Arapiuns e conhecer Alter do Chão e comunidades na Floresta Nacional do Tapajós e na Reserva Extrativista Tapajós/Arapiuns.

Ilha de Cotijuba, próxima a Belém do Pará

Ilha de Cotijuba, próxima a Belém do Pará

Qual é o toque especial das viagens que você oferece?

A Amazônia é vastamente conhecida pelos seus atributos naturais que, sem dúvida alguma, são ricos, diversos e impressionantes pela enorme beleza. Porém, a região é mais grandiosa ainda quando se trata das pessoas e das culturas locais. Nesse sentido, as viagens que organizamos tem como foco central a oportunidade de ir além da contemplação das paisagens e da vivência na natureza (importantes e também presentes nos passeios), aprofundando a ligação com as populações tradicionais e valorizando os seus modos de vida.

O toque especial é a relação de confiança estabelecida com os moradores e com todos os envolvidos no trabalho e o sentimento de pertencimento à Amazônia que permeia nossas ações.

Turistas e moradores em Boa Vista do Acará, Pará

Grupo da viagem a Boa Vista do Acará, Pará

 

Parabenizo a Estação pelo enfoque diferenciado dentro do trade turístico. O empenho e carinho colocados no trabalho são bem evidentes.” (depoimento de turista)

Porque você começou a Estação Gabiraba?

Atuo há treze anos na área de ecoturismo e uso público em Unidades de Conservação. Em 2007, quando tinha 24 anos, decidi empreender e fundei a Estação Gabiraba, uma operadora de ecoturismo de base comunitária que atua em parceria com populações tradicionais e organizações locais na região amazônica. Pois, já trabalhava com Turismo de Base Comunitária (TBC) e via que uma das maiores dificuldades era a comercialização das viagens de uma forma diferente, que envolvesse os moradores ativamente na gestão do turismo em seus espaços.

A ideia era mostrar que é possível atuar no TBC na iniciativa privada. Empreender na Amazônia não é tarefa fácil, ainda mais, sendo mulher. No início, as pessoas diziam que nosso modelo de negócio não ia durar mais de dois anos. Por isso, estamos super felizes em comemorar 8 anos de atuação.

Açaí no porto de Belém do Pará

Açaí no porto de Belém do Pará

Como fazer Turismo Comunitário em suas viagens?

O Turismo Comunitário ainda está crescendo no Brasil. Ainda é difícil encontrar informações turísticas sobre as comunidades e sobre os passeios que elas oferecem. Como a Gabi disse na entrevista, a maioria dos passeios é administrada por ONGs e Associações de moradores, que tem dificuldade de fazer a promoção e a comercialização. Mas tente procurar passeios assim em suas próximas férias, há comunidades recebendo turistas em todo o Brasil.

Na Amazônia, é só falar com a Gabi. Ela pode levar você para um dos passeios que ela citou, ou até mesmo fazer um roteiro sob medida para você e seus amigos. O contato com ela é pelo email contato@estacaogabiraba.com.br e pela página do facebook.

Vida longa à Estação Gabiraba! E para você, leitor, boa viagem!

Rio Tapajós em Santarém

Rio Tapajós em Santarém

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Bahia

Observação de baleias: fizemos o teste

Uma das atrações da baixa temporada no litoral brasileiro é a observação de baleias, ou whalewatching, tipo de turismo de observação que desperta cada vez mais a atenção dos turistas. Fizemos o teste de um passeio na região do Sul da Bahia, onde aparecem as baleias-jubarte. Na região Sul do país são as baleias-francas.

Embarquei em uma lancha pertencente ao hotel onde estava hospedada, o Arraial d´Ajuda Eco Resort, em Arraial d’Ajuda, distrito de Porto Seguro, Sul da Bahia. Veja como foi. Continuar lendo

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