Aniversário de BH: um passeio fotográfico

Hoje é aniversário de Belo Horizonte. Para comemorar a data, propomos um passeio fotográfico pela cidade que completa 118 anos. Convidamos a um passeio na garupa do jornalista por formação, fotógrafo por hobby (ainda) e ciclista por amor. Altair José Machado, 60 anos, mostra recortes de uma Belo Horizonte por por vezes bela, por vezes, romântica, às vezes dura. Em seus passeios feitos nos fins de semana e bem cedinho, Altair se atenta a pequenos takes do cotidiano, sem deixar de contextualizá-los.

"Gosto do minimalismo, mostrar detalhes que passam despercebidos e que as pessoas, na correria, não vêem", define. Na bike elétrica,uma Sense, Altair vai de um lado a outro da cidade que classifica de amigável para os ciclistas mas ainda deixando a desejar neste quesito. Mas isso é uma outra história. No alforje, leva balas e bolinha de sabão, que vai soltando quando pára no sinal. Um jeito leve e fluido de viver.

Na caixinha de som, ele liga o celular e vai ouvindo rock, música clássica, MPB. Mas deixe as fotos do Altair, nosso querido Tatá, falarem por si. Não espere nada convencional. Vamos lá?

Praça da Estação

 

praça da estacao

A Estação Central de Belo Horizonte é tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais, integrando a Praça Rui Barbosa, no Centro de Belo Horizonte. Palco de manifestações, ensaio e concentração de blocos de carnaval de BH, que fica cada vez mais animado. No antigo prédio da estação, lindo, lindo, funciona o Museu de Artes e Ofícios, lugar que vale a pena demais visitar. Entre as folhagens da Praça, uma leoa espera para dar o salto

Estátua de leão na Praça da Estação (1)

Viaduto Santa Tereza

viadutosantateresa

Liga os bairros Floresta e Santa Teresa ao Centro. É emblemático na capital mineira. No livro de Fernando Sabino, o Encontro Marcado, os protagonistas escalam os arcos do viaduto. Ele também tem sido palco de protestos e infelizmente, vira e mexe é alvo de pichação

Rua Guaicurus

 

cinema porno

Cine pornô lembra característica da rua: inegável área de prostituição, mantém estabelecimentos voltados ao prazer a baixos preços. Um dos hotéis foi local de trabalho de Hilda Maia Valentim, na década de de 1950. A saga de Hilda inspirou o escritor Roberto Drummond a escrever Hilda Furacão, roteiro de minissérie na Globo

 

 

Praça Raul Soares

Edifício JK: projeto de Oscar Niemeyer. Vários números o definem: dois blocos, um com 23 andares, o outro com 36; 1.068 apartamentos abrigam 5 mil moradores

Mercado Central

mercado central

Pelo mercado passam milhares de pessoas, belohorizontinos e turistas, todos os dias. Tem de tudo. um resumo de Minas que o olhar do fotógrafo capta em recortes: o casalzinho de roceiros, as canequinhas de metal, bem a cara dos mineiros

 Rua da Bahia

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No detalhe principal a frase do poeta Rômulo Paes, que ficou célebre: "Minha vida é esta, subir Bahia, descer Floresta", gravada num monumento na Pça Afonso Arinos. A Rua da Bahia começa na Praça da Estação e vai até a Contorno. Importante elo de ligação da cidade

 

Parque Municipal

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No principal parque de BH, com 180 mil metros quadrados, área verde pulsando no Centrão, o Tatá coloriu e fez brilhar os bancos próximos ao Teatro Francisco Nunes

Praça da Liberdade

 

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Cantata de Natal no coreto da Praça da Liberdade, onde está localizado o Circuito dos Museus, além de cafés charmosos

Savassi

 

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Detalhe da estátua em homenagem ao escritor Roberto Drummond. A Savassi é um dos principais pontos de encontro da cidade. Melhor desfrutá-la durante o dia

 

Parque das Mangabeiras

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Parque das Mangabeiras com a Serra do Curral ao fundo: maior monumento natural de BH

Pampulha

 

pampulha

Maior monumento artificial da cidade, a Pampulha está voltando a ter seu charme, com a recuperação da lagoa. É como se a árvore convidasse o passante a sentar-se à sua sombra e admirar a Igrejinha de São Francisco, ao fundo

E com vocês, o Altair José, o ciclista do cotidiano

Se trombarem com este figuraça na rua, mande a ele meu abraço. O Tatá acha BH uma cidade amigável para os ciclistas mas ainda falta chão, viu? As ciclovias preferidas dele são: Professor Morais, Bernardo Monteiro, Piauí, até Avenida dos Andradas, antes do Campo do Independência. Gosta da Fernandes Tourinho, Rio de Janeiro, São Paulo, mas reclama que falta sinalização na junção com Avenida Álvares Cabral. A rota Savassi- Cristóvão Colombo interrompe na Praça da Liberdade e retoma na Avenida João Pinheiro. Na Rua Goiás, a ciclovia, segundo Altair, liga "nada a lugar nenhum". A ciclovia da Pampulha tem o problema de ser compartilhada com os carros, o que "gera muita confusão". O Tatá faz apelo aos motoristas, principalmente de ônibus e de táxis, para que respeitem os ciclistas. Mesmo com percalços, é o jeito que ele escolheu andar pela cidade. Valeu, Tatá, lição pra nós!

Tatá nabikebolinhadesabaotatá

 

2 comentários

  1. Marcos Michelin 30 junho, 2016 at 15:18 Responder

    Marlyana…. Tudo Bem, estava aqui vendo umas matérias e fotografia Jornalistica e me deu uma saudade doida….de volta pra área, hoje com já disse estou fazendo muito Social, Casamento, Formaturas e Festas …confesso q não é o que queria estar fazendo não…mais é o que tá me dando retorno financeiro, no mo mento. Abraços e estou te aguardando aqui no escritório.. Bjs….

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